Monarquia Portuguesa( ou LOST) - Ep. 2 de 2

Sessenta Anos de Administração, à maneira do “El Corte Ingles”, que tendemos para desprezar e menosprezar, e que até podiam ter sido melhores, não fosse o Império Castelhano estar a afundar-se, do mesmo modo que o nosso. Filipe II tinha um projecto grandioso, que era transferir a capital do Império Ibérico para Lisboa, e tornar este subúrbio na capital do maior estado da época – que luxo, hein?... - um país onde o sol nunca se punha, desde os vãos de escada dos Andes, passando pelos becos escuros do "ecstasy" das "Docas", até às casas de prostituição de menores das Filipinas. A sorte quis outra coisa: quando o geneticamente degenerado Filipe IV teve de optar pela Rebelião de Portugal e a Rebelião da “Cataluña”, optou por ficar com a “Cataluña”, para azar dela, e azar nosso.
É neste momento que a coisa se começa a tornar ainda mais negra: uma Maria, Cavaco Silva da altura, daquelas que sabe que mais vale um dia “Presidenta” do que professora do Ano Zero da Católica toda a vida, soltou - conta a anedota - a célebre frase "mais vale um dia Rainha do que Duquesa toda a Vida...", coitada... e foi assim que os Braganzas, uma cambada de gebos, saltou para o palco da História. O filho dela era uma gulosa por homens, uma “Mota Amarala”, a quem obrigaram à castidade de andar aos círculos numa sala fechada do Palácio de Sintra - já, na altura, ser-se paneleiro, em Portugal, obrigava ao Voto de Perpétua Dissimulação, ah, sim, e casado, para que ela, a esposa, lhe pusesse os cornos com o irmão, e o tornasse Rei, enquanto havia um gajo da Nobreza que governava, em nome de tudo e de todos. João V, o "Magnânimo" gastava o que tinha e o que não tinha: o Museu dos Coches está cheio das Altas Cilindradas em que ele derretia os Dinheiros Públicos. Havia nele um pouco de Santana Lopes, mas numa época em que as "santanettes" eram todas freiras, e papáveis.
Nada variámos, até hoje, excepto um terramoto pelo meio, termos passado à V Dinastia, a dos Ramalhão, posto que Carlota Joaquina, a #$%=-mor, filha de outra, ainda mais #&%= e mais mor, a Maria Luísa de Bourbon-Parma, decidiu que os filhos iam era ser todos filhos daqueles que a comiam, e não do “burgesso” (olhem para a foto em cima, uma espécie de Ferro Rodrigues da época, que chorava baba e ranho, quando teve de deixar o amante brasileiro, carioca, sardão escuro, no Rio de Janeiro, para voltar para o pé da megera...) com quem a tinham casado. Os Braganza do séc. XIX, para quem leu as cartas do Rei-Homem-Elefante e "El-Rei Junot", do Brandão, são todos filhos do Jardineiro do Ramalhão, e da Bourbon, que por sua vez já só era Bourbon pelo lado da mãe, posto que os filhos de Carlos IV eram-no de Godoy, que o comia a ele e à esposa, com a pequena diferença de que a esposa engravidava, e ele... ainda não.
A coisa melhorou um bocadinho quando a Casa do Ramalhão se casou com uns alemães vindos de Saxe de Coburgo-Gotha, que trouxeram olhos azuis, e retiraram um pouco o bigode às mulheres reais - tirando a Fressureira Dona Amélia - e quando a coisa se estava a compor no sentido europeu, com um tipo elegante, culto, intelectual e bem-educado, D. Manuel II, veio a Carbonária, a Maçonaria e mais uns amigos oportunistas, os "majores" da altura, lançar em cena Afonso Costa, um Mário Soares da época, que conduziu isto direitinho para as mãos de Salazar, Cavaco e Sócrates. Pelo meio, houve um derradeiro Presidente, que era pedófilo, e acabou no Norte de África, como todos, a chupar morcelas de Alá. Quem quiser saber o resto, folheie o Processo Casa Pia, porque está lá tudo, igualzinho, igualzinho, até hoje.
Quanto ao 5 de Outubro, pense duas vezes, antes de lançar foguetes, porque nunca se sabe quem e o quê estará você a comemorar...
E chega ao fim o segundo episódio de LOST da primeira temporada… E fica aqui dito que vou iniciar uma crónica dedicada a José Hermano Saraiva, esse grande senhor da #$%& da história portuguesa.







