Domingo, Outubro 15, 2006

Monarquia Portuguesa( ou LOST) - Ep. 1 de 2

A História da Monarquia Portuguesa(LOST) afunda-se, há quase meio milénio, numa coisa chamada Desastre de Alcácer-Quibir, onde um indivíduo, com o mesmo tipo de taras, gostos e alucinações de José Sócrates, graves problemas do foro físico, psíquico e sexual - tinha seis dedos na mão, julgava ser Napoleão Bonaparte, e um perpétuo corrimento, de foro ginecológico - resolveu ir atrás de uma Quimera, que não se chamava Equilíbrio Orçamental, mas era, pura e simplesmente... voltar ao Deserto.

Conseguiu: arrastou atrás de si a fina-flor da Aristocracia, mais os restos, e mais os restos dos próprios restos. Na altura, já Portugal vivia a crédito, e tinha sofrido a devastação de um dos maiores cretinos que se sentou no Trono Lusitano, um tal de D. João III, o primeiro a perceber que Inquisição e Fátima era do que esta escumalha gostava, e precisava. Um Einstein Político da época.

Quando, para se ir afundar em Alcácer-Quibir - ainda Cervantes não tinha escrito o seu "D. Quijote", cujo tema sempre desconfiei, fosse português, e não espanhol - D. Sebastião mandou abrir o túmulo de D. Afonso Henriques, para levar a Espada da Fundação atrás, não houve I.P.P.A.R.(Instituto Português do Património Arquitectónico) que se opusesse, nem Pacheco Pereira ladrou na Quadratura das Bestas. Na altura, era um a ver se te avias, e aviavam-se mesmo, e bem.

No vale seco de Alcácer-Quibir, havia três reis, o primeiro, uma tarada, que tinha vindo de Portugal, pôr-se ao lado de um, a quem o outro tinha roubado o Trono. Durante a batalha, esse já estava mesmo morto, e os lacaios, de dentro da liteira, punham-se a acenar-lhe com a mão mole, por detrás das colinas, a fingir que ainda bulia; o outro ficou-se por lá, e, quando as tropas portuguesas - milagre dos milagres - pareciam estar a ganhar, as claques mouras, os "No Vagina's Boys", instaladas nos bordos do vale seco, lançaram-se sobre os bens e haveres do vencido, de onde resultou tal confusão que já não se sabia quem era quem, os cavalos caíram, e o pobre demente, Sebastião, o vencedor conjuntural, perdeu a batalha, e também lá ficou.Ele, e nós.

Não percam o próximo episódio, porque nós também não(sempre quis escrever esta frase num blog qualquer que fosse estúpido).

2 Comments:

Anonymous #?=!% said...

Epá, pois...

17:21  
Anonymous queres mesmo saber? said...

Meu, larga a droga.

18:08  

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